Desde o final dos anos 90, em diferentes vertentes dos estudos literários, declarou-se o fim da "vida" literária do século XX de diversas maneiras: um "fim da hermenêutica", um "fim ou morte dos livros", e também um fim à compreensão e circulação privilegiada da literatura como um registro eterno e imaterial do espírito humano e da vida cultural, nos termos anteriores do nacionalismo romântico. Tais abordagens assumem a literatura como uma ontologia abstrata baseada apenas em seu texto, o qual é assumido como um conteúdo sem continente específico. Hans Ulrich Gumbrecht, Friedrich Kittler, Jacques Derrida, Bernard Stiegler, Katherine Hayles, Christopher Nealon, Sara Ahmed e outros estudiosos da literatura e das mídias começaram a examinar o que o conceito de "materialidades da comunicação" proposto por Gumbrecht e outros introduz para uma crítica das culturas impressas e a frequentemente ignorada vida material/econômica do literário.
Dra. Laura Shackelford
(Rochester Institute of Technology)
Dr. Agustín Berti
(CIFFyH/CONICET)
Dias, horários e local
4, 5, 11, 12, 13, 14, 17 e 18 de outubro de 2016
15h às 20h
Pabellón Residencial, Facultad de Filosofía y Humanidades
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